Resenha: Amy Harmon - Beleza Perdida

Conheci Beleza Perdida de Amy Harmon por Making Faces, eu já havia lido ele antes de chegar no Brasil, mas assim que soube que ele viria pra cá fiz logo uma vaquinha para poder comprá-lo, o que nem foi preciso já que acabei ganhando ele de aniversário.

O livro conta a história do lindo e másculo Ambrose Young e, de acordo com Fern Taylor, Ambrose tem o tipo de beleza que poderia figurar as capas de livros em que aparecem homens musculosos abraçados a mulheres voluptuosas. Mas por ser tão bonito Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar.

A verdade é que quando eu li Beleza Perdida pela primeira vez fiquei com a impressão de que iria ser como muitos outros livros do mesmo gênero: garota feia, garoto bonito; mas a história vai muito além disso. Amy Harmon conseguiu inovar um gênero tão cheio de clichês e transformá-lo em algo tão diferente e bonito que mesmo depois de reler há uma semana atrás ainda continuo pensando em tudo que aconteceu. 


Tudo começa quando Fern resolve ajudar Rita, sua melhor amiga, a escrever uma carta de amor para Ambrose, porém as cartas não param apenas em uma e Fern resolve tomar para si a responsabilidade de escrever as cartas. Ambrose, como não poderia deixar de acontecer, acaba descobrindo a farsa, então Fern não fica mais tão invisível a ele e a tensão começa a se construir.

Diferente do que parece a relação de Fern e Ambrose demora um pouco a se construir e enquanto isso não acontece a autora resolve focar em outros relacionamentos, nunca tirando o foco do título do livro e,quando falo de beleza não digo apenas na beleza física, mas a que vai muito além disso, a beleza que não é tocada pelo tempo e que permanece dentro de nós. Também nos fala sobre o valor da fé e do perdão, e mais importante, perdoar a nós mesmos por coisas que não conseguimos controlar.

A verdadeira beleza, aquela que não se desvanece ou se esvai, precisa de tempo, de pressão, precisa de uma resistência incrível. É o gotejamento lento que faz a estalactite, o tremor da Terra que cria as montanhas, o constante bater das ondas que quebra as rochas e suaviza as arestas. E da violência, do furor, da ira dos ventos, do rugido das águas emerge algo melhor, algo que de outra forma não existiria. E assim suportamos. Temos fé na existência de um propósito. Temos esperança em coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda e poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial para uma beleza tão magnífica que o nosso corpo não pode contê-la.

Este não é um daqueles livros que você apenas lê e passa pra outro, você tem que parar e refletir sobre todas as coisas que ele trata e, no meu caso, já faz mais de uma semana que estou nessa. É uma verdadeira ressaca literária, mas de uma forma bem melhor do que muitas ressacas literárias que já tive.

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